ABCBP

Associação Brasileira de Criadores de Bovino Pantaneiro

A fundação de uma Associação de Criadores de Bovino Pantaneiro (ACBP) é fundamental para que haja um avanço em relação ao registro da raça junto ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), promovendo a valorização da raça, possibilitando a comercialização de produtos com agregação de valor (marca, indicação geográfica, indicação de origem protegida) e com isso estimulando o interesse de outros produtores em criar os animais. A associação deve ser a representação e defesa de criadores de bovinos da raça Pantaneiro; estabelecendo os padrões fenotípicos da raça, fazer o registro genealógico, reunir e cadastrar criatórios como forma de promover o desenvolvimento e o melhoramento do rebanho e incentivar os estudos sobre esses animais.


Curraleiro é reconhecido como raça

Publicada em: 03/06/2014 download

Após anos de luta em diferentes encontros regionais e nacionais, o gado curraleiro pé-duro foi reconhecido como raça brasileira, por meio de uma portaria do Ministério da Agricultura. O anúncio de Paulo Moura, da Associação Brasileira dos Criadores de Gado Curraleiro Pé-Duro (ABCGCPD), encontrou ressonância no Auditório Augusto Gontijo, no decorrer do 4º Seminário sobre Gado Curraleiro Pé-Duro e Pantaneiro, iniciado na última segunda-feira (26), e término ocorrido ontem, como parte da programação da 69ª Exposição Agropecuária de Goiânia, no Parque Agropecuário de Goiânia. 

  

O título autoriza a associação de criadores, que fica em Teresina, a efetuar os registros genealógicos desses animais. O curraleiro pé-duro é rústico e bastante adaptado ao clima do sertão. O animal, a exemplo de outras raças, chegou ao Brasil pelos colonizadores portugueses. 

  

O gado pé-duro, considerado um animal de pequeno porte, pesa uma média de 300 quilos. Em casos de matrizes leiteiras, sua produção chega a oito litros por vaca/dia. Suas características morfológicas apontam-no com peso de 380 quilos para os machos e 300 quilos para as fêmeas, altura mínima de 1,10 para os machos e 1 metro para as fêmeas. 

 

O pequeno porte do bovino curraleiro pé-duro é atribuído provavelmente à ação seletiva natural em condições nutricionais precárias, com escassez de alimentos e água. Conforme os estudos a respeito da raça, este bovino consegue passar por períodos de restrição alimentar sem adquirir enfermidades. E, apesar de perder peso nesses períodos, consegue recuperá-los quando as condições voltam a ser favoráveis, sem a necessidade de suplementação alimentar, uma vez que aproveitam bem a vegetação nativa.

 

A raça curraleira pé-duro permite também cruzamentos com raças zebuínas, tais como a guzerá, sindi, gir, nelore e a indubrasil, visando obter animais de maior peso quando adaptados a pastagens naturais, principalmente aos diversos tipos de Caatinga e com bons índices reprodutivos. O curraleiro permite ainda cruzamentos com raças leiteiras como a jérsei, holandesa, pardo suíço, guernsey, entre outras, para a obtenção de vacas resistentes ao calor e a uma alimentação de menor qualidade.

 

Sua rusticidade é um dos pontos que chama a atenção dos pesquisadores, em particular da Embrapa. Graças a esses aspectos, o projeto da Associação do Gado Curraleiro Pé-Duro é promover o seu melhoramento genético, através de cruzamentos com outras raças. Segundo o pecuarista José Manoel Caixeta Haum, da Secretaria da Agricultura, “o curraleiro precisa despertar interesses econômicos para se tornar mais interessante aos criadores”. Adaptado às condições adversas da Caatinga e Cerrado, este animal, bastante rústico, oferece carne saborosa e baixo teor de gordura. 

 

Com o seu resgate, o caminho natural é promover o seu melhoramento genético, entende a professora Maria Florinda Souza, da Escola de Veterinária e Zootecnia da UFG. O cruzamento mais recomendável seria o curraleiro com o zebu ou ainda com o bos taurus moderno. O último censo verificou um efetivo de cerca de cinco mil cabeças de curraleiro pé-duro no Brasil, em particular nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, entre os quais o Estado de Goiás.

 

Fonte: DIÁRIO DA MANHÃ

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA SGPA


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Bovino Pantaneiro - Imagens - Publicada em: 06/11/2013

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