ABCBP

Associação Brasileira de Criadores de Bovino Pantaneiro

A fundação de uma Associação de Criadores de Bovino Pantaneiro (ACBP) é fundamental para que haja um avanço em relação ao registro da raça junto ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), promovendo a valorização da raça, possibilitando a comercialização de produtos com agregação de valor (marca, indicação geográfica, indicação de origem protegida) e com isso estimulando o interesse de outros produtores em criar os animais. A associação deve ser a representação e defesa de criadores de bovinos da raça Pantaneiro; estabelecendo os padrões fenotípicos da raça, fazer o registro genealógico, reunir e cadastrar criatórios como forma de promover o desenvolvimento e o melhoramento do rebanho e incentivar os estudos sobre esses animais.


PA6 - Núcleo de Conservação do Bovino Pantaneiro

Publicada em: 22/05/2013

O bovino Pantaneiro constitui uma raça naturalizada descendente das raças ibéricas introduzidas na região do Pantanal, durante a colonização. Através do processo de adaptação evolutiva e da ação da seleção natural sobre os bovinos, que se reproduziram por várias gerações (cerca de dois séculos) nas condições ecológicas do Pantanal, surgiu um tipo local. Estes animais tornaram-se diferenciados, em vários aspectos, da população inicial. Esta diferenciação ocorreu de forma gradual, o que dificulta a determinação do momento exato da formação da raça/tipo. Os primeiros fazendeiros que chegaram ao Pantanal encontraram estes bovinos em grandes rebanhos ariscos e passaram a criá-los em condições quase que exclusivamente naturais, constituindo a base da economia da região pantaneira, atingindo milhões de cabeças no início do século XX. No entanto, no final do século XIX, os criadores iniciaram um movimento para a melhoria do gado, através de cruzamentos com outras raças, especialmente zebuíno. A superioridade dos descendentes observada em relação aos pais, foi devida à manifestação da heterose ou vigor híbrido, nas primeiras e segundas gerações de cruzamentos. Entretanto o melhor desempenho produtivo foi considerado apenas devido à raça introduzida e conseqüentemente se iniciou processo de cruzamento absorvente. Estes efeitos foram perdidos ao longo do tempo, onde o crioulo foi sendo absorvido pelo Zebu, sem um plano sistemático de melhoramento. Com a pressão do mercado do boi magro pela raça Nelore o fazendeiro teve que 'branquear' o gado para conseguir comercializar seus produtos por um preço melhor, sendo os animais do ecótipo Pantaneiro desvalorizados. Muitos resistiram ainda por algum tempo, por reconhecer que as raças zebuínas não excediam o Pantaneiro quanto à fertilidade e à precocidade (Mazza et al., 1994). O bovino Pantaneiro apresenta características únicas de adaptação à região do Pantanal que se manifestam na rusticidade, na prolificidade e na habilidade para sobreviver em condições de estresse alimentar, que foram desenvolvidas pela pressão da seleção natural. Por outro lado, com a constante intensificação do sistema de pecuária de corte visando a redução da idade de abate, na busca de maior eficiência biológica e econômica, a pesquisa avança para ajudar o produtor, que há algum tempo, passa por problemas econômicos e também para atender o consumidor, pois gera tecnologia para produção de carne de melhor qualidade. A eficiência na pecuária de corte está relacionada à redução na idade de abate, ao potencial genético do animal e à alimentação de qualidade. Além disso, é importante monitorar a qualidade da carne produzida, sendo que neste aspecto paras as raças naturalizadas nacionais existe pouca informação a respeito.


Objetivo geral:

Conservar os recursos genéticos de bovinos Pantaneiros "in situ" e "ex situ" e caracterizar esses animais no seu ambiente natural, além de definir estratégias de manejo e conservação, visando a utilização econômica e manutenção da variabilidade genética.

Objetivos Específicos:

Resgatar a população remanescente de bovinos Pantaneiros em estado selvagem para formar novos núcleos de criação;
Utilizar o bovino Pantaneiro em programas de cruzamentos em sistemas de produção no Pantanal;
-Manter e avaliar o desempenho produtivo do bovino Pantaneiro do núcleo de criação e conservação da fazenda Nhumirim;
Avaliar a característica de carcaça e da qualidade e quantidade de carne nos machos; e
Caracterizar o perfil imunológico e o estado sanitário dos núcleos de criação dos bovinos Pantaneiros e dos animais selvagens resgatados.

Responsável:

Raquel Soares Juliano

Equipe:

Andrea Alves do Egito
Concepta Margareth McManus Pimentel
Maria Clorinda Soares Fioravanti
Raquel Soares Juliano
Urbano Gomes Pinto de Abreu

Atividades:

Coleta de material biológico.
Conservação "in situ" de núcleos de bovinos Pantaneiros.
Diagnóstico de efetivo e epidemiológico do Bovino Pantaneiro.
Caracterização de produtos dos bovinos Pantaneiros.


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Estância 2 Irmãos - Publicada em: 03/04/2014

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